sábado, maio 26, 2012

inquietações acerca da pesquisa na web em ensino de ciências/biologia...


gostaria de pensar com meus leitores e co-autores alguns aspectos sobre a pesquisa que solicitamos que nossos alunos façam na web... o que você pensa sobre isso?

Para você, o que é pesquisa?

As pesquisas que os alunos fazem na web, são pesquisas científicas?

Para você, o que é laboratório?

Para que serve este espaço?

terça-feira, maio 15, 2012

Scielo Books

Você sabia que o scielo também disponibiliza livros?
Pois é, eu não sabia... e fiquei muito feliz em encontrar o http://books.scielo.org/

Pelo que eu encontrei, tem mais livros sobre algumas temáticas e de algumas editoras, mas livros bem interessantes! vale a pena dar uma olhadinha!

Fiz uma listinha de livros que quero olhar com mais calma, uma cesta de e-books!

(Im)pertinências da educação: o trabalho educativo em pesquisa (Oliveira, Maria Lúcia de, 2009)
Pesquisa em educação: métodos e modos de fazer (Silva, Marilda da; Valdemarin, Vera Teresa, 2010)
Pesquisa em educação escolar: percursos e perspectivas (Lima, José Milton; Silva, Divino José da; Raboni, Paulo Cesar de Almeida, 2010)
Formação de professores: limites contemporâneos e alternativas necessárias ( Martins, Lígia Márcia; Duarte, Newton, 2010)
Memória e formação de professores (Nascimento, Antônio Dias; Hetkowski, Tânia Maria, 2007)Linguagem, educação e virtualidade (Soto, Ucy; Mayrink, Mônica Ferreira; Gregolin, Isadora Valencise, 2009)

Difusão e cultura científica: alguns recortes (Porto, Cristiane de Magalhães, 2009)
Ensino de ciências e matemática, I: temas sobre a formação de professores (Nardi, Roberto, 2009)
Ensino de ciências e matemática, II: temas sobre a formação de conceitos (Caldeira, Ana Maria de Andrade, 2009)
Ensino de ciências e matemática III: contribuições da pesquisa acadêmica a partir de múltiplas perspectivas (Bastos, Fernando, 2010)
Ensino de ciências e matemática, IV : temas de investigação (Pirola, Nelson Antonio, 2010)



 



Convite para lançamento de livro

É com muito prazer que divulgo o convite para lançamento de livro onde tenho um capítulo junto com meu orientador do doutorado, Nelson Pretto:


quarta-feira, março 28, 2012

Política, Cultura e Tecnologias

Olá

Hoje fui provocada por uma ex-aluna, que pretendia escrever algo sobre a articulação entre Política, Cultura e Tecnologias, mas que encontrava alguma dificuldade em amarrar os temas com a cultura.... E me relatou algumas coisas que temos visto ultimamente: textos que abordam as TIC como algo que interfere na cultura dos povos, em suas identidades, de modo negativo. No relato dela "Falam que a cultura dos países desenvolvidos terminam por adentrar a cultura de diversos povos, interferindo em suas identidades."

Tentei, rapidamente, escrever algumas linhas sobre o assunto, mas seria interessante ter a opinião de outros.

De maneira geral, eu defendo que a tríade Ciência, Tecnologia e Sociedade é idissociável, sendo parte da cultura e, como tal, deve ser considerada perante as políticas públicas. Ou seja, não podemos pensar tecnologia apenas como uma disciplina de informática que entra na escola, mas como parte integrante do desenvolvimento científico-tecnológico. Da mesma forma, a tecnologia não é algo que vem de fora para dentro da escola, como se a escola tivesse que correr atrás de um tempo perdido em que ela esteve à margem da sociedade, porque a escola é parte da sociedade e contribui para que ela tenha a conformação contemporânea (a escola contribui, seja por sua ação ou por sua omissão). E nisto entra a cultura, não como algo estático e a ser mantido intocável, mas como um movimento fluido, em constante transformação, onde as TIC entram como um dos elementos que vão transformando as culturas - assim como as culturas vão dando novas caras às tecnologias! Afinal, o que determina a identidade de um povo se não seus hábitos e costumes - com conformação histórica, claro - no momento contemporâneo?

E você, o que pensa?

quinta-feira, março 22, 2012

acabou...

é, já é verdade...
acabaram-se as férias...
acabou o verão...


mas não foi só isto que se concluiu nestas últimas semanas

Primerio acabou minha paciência... mas descobri que ainda existia um restinho...
Depois acabou meu tempo... mas descobri que podia render um pouquinho mais...
e, com isso, foi-se acabando a beleza no que eu fazia...

mas enfim acabou.
e confesso, foi extremamente doloroso.
não por conta da paciência e do tempo exigidos, porque quando aplicados com gosto, nos provocam regalo. Este processo foi extremamente doloroso pelas arguras que vivenciei pelo caminho. Expectativas frustradas, confianças quebradas, relações desgastadas. [penso que não necessariamente deve ser assim...]

mas enfim acabou, e hoje começo a olhar com gosto para o resultado: apesar de tudo, até que não ficou tão ruim.
Para falar a verdade, hoje olho com muita felicidade: acabou uma etapa da minha vida para (re)começarem tantas outras, tão mais prazerosas!

enfim, acabou meu doutorado... para dar (re)início a novos belos projetos!

terça-feira, novembro 01, 2011

Bogs no ensino superior

Hoje tive uma grata descoberta: uma colega da Universidade Estadual de Santa Cruz (BA), professora da disciplina Biologia da Conservação, criou um blog para dar visibilidade a problemas ambientais da região. O que é muito legal é que os próprios alunos (co-autores) são os responsáveis pelas postagens, trazendo para a discussão questões que lhes são inquietantes...

Vale a pena acompanhar!

http://biologia-da-conservacao.blogspot.com/

quinta-feira, outubro 13, 2011

domingo, agosto 14, 2011

novos olhares para a formação e prática docente em relação às tecnologias da informação e comunicação

Sempre que uma atividade vai sendo concluída, penso que assim seguem os ciclos da vida...

Nos últimos dias, após um ano do curso de Especialização Tecnologia e Novas Educações (Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia), cinco orientandas minhas apresentaram suas monografias. Foram momentos muito especiais para estas meninas igualmente especiais, ao mesmo tempo que um momento de grande orgulho para mim!
Cada uma em seu contexto de prática docente, investigaram aspectos das tecnologias da informação e comunicação em seu fazer docente, seja investigando como os professores se apropriam delas, como elas se fazem presente em sua formação e espaço de atuação, ou mesmo como tem explorado suas potencialidades (como no caso dos blogs). Todas partiram de situações problemáticas encontradas em sua prática cotidiana, imergindo inquietamente em busca de subsídios para melhor compreensão do tema, ao mesmo tempo que buscavam um aporte teórico sustentável, tecendo análises muito pertinentes. A pesquisa qualitativa deu aporte metodológico e epistemológico, sendo a Análise Textual Discursiva premente na maioria dos trabalhos (em outro post devo falar mais sobre isso).
Este esforço analítico da realidade também levou a um repensar da própria realidade, num movimento reconstrutivo. As ideias, prenhas de sentido, assim como o parto, por vezes geraram processos dolorosos, de questionamentos de certezas, de descontrução de verdades construídas, do olhar sensível e aberto ao novo, da busca da compreensão da realidade não tomando o espelho como única verdade.
Com isso, os trabalhos destacaram aspectos importantes da formação de professores e da prática docente em relação às tecnologias. Ao mesmo tempo que alguns aspectos dos resultados se apresentaram de maneira bastante incisiva, outros questionamentos emergiram:
- a formação inicial dos professores não dá conta da prática docente com as tecnologias.
- talvez mais importante do que pensar que é necessário inserir mais disciplinas obrigatórias com este escopo nas licenciaturas, seja trabalhar com uma concepção de que, como o conhecimento não é algo acabado, a formação dos sujeitos também não o é, preparando o docente para a pesquisa, para o novo, para a reflexão.
- é importante que os diversos setores da sociedade reconheçam os espaços por onde transitamos como espaços de formação. Assim sendo, a escola é um importante espaço de formação ao próprio professor, que deixa de ocupar o lugar de detentor absoluto do saber.
- para isso, é necessário prever (nos documentos, inclusive) espaços e estatégias de diálogo, de interlocução, de emersão de novas práticas. Neste contexto, os maiores entraves parecem não estar propriamente nas tecnologias: como é possível utilizar o momento de AC efetivamente como planejamento, diálogo e avaliação, se este tempo é totalmente tomado pelas burocracias e papeladas que o professor deve preencher? Como pensar em um olhar mais atento e direcionado às necessidades dos educandos, se o professor tem turmas imensas, em salas inadequadas? Como o professor pode desencadear um processo reflexivo se ele mal tem tempo de comer entre a correria entre uma turma e outra, entre uma escola e outra? Como pensar em novas educações se parece ser uma premissa da educação que esta pode acontecer em qualquer lugar, sem qualquer preocupação com a infraestrutura das escolas? Será o professor, sozinho, o responsável por estas transformações e superações?
- no processo de educar, faz-se urgente chamar para dentro da escola todos os agentes envolvidos no processo, principalmente pais e comunidade. Alguns assuntos precisam ser discutidos francamente entre professores e com os demais agentes, como, por exemplo, a presença das crianças na internet. Não é justo reprimir um professor que coloca seus alunos como co-autores em um blog, alegando que as crianças estão expostas na web... por outro lado, esta é uma responsabilidade gigante!
- não podemos esperar que as escolas tenham todas as condições do mundo para começarmos a pensar em práticas coerentes com o contexto contemporâneo, onde as tecnologias estão imersas. Por outro lado, devemos lutar por boas condições infraestruturais, o que envolve a atuação dos diversos sujeitos envolvidos. Isso começa com o professor que desencaixota o computador; passa pelo gestor, que deve pensar junto com os professores as formas de uso dos espaços da escola, além de abrir espaço para novas demandas; passa também pela comunidade, que também é dona disso tudo; passa muito fortemente pelo setor público, que precisa urgentemente olhar com carinho e responsabilidade para nossas escolas.

Enfim, foram cinco monografias que desvelaram aspectos intrínsecos à formação e prática docente em relação às tecnologias da informação e comunicação, ao mesmo tempo que apontam questionamentos e a necessidade de repensarmos aspectos vigentes. Enfim, são trabalhos que valem a leitura!

Aproveito para dar os parabéns à estas "meninas" guerreiras que, mesmo fazendo parte deste contexto tão problemático descrito (e talvez até por isso...), com todas as inqueitações inerentes ao ser humano, conseguiram superar as dificuldades e apresentar estes resultados muito bons. Aproveito também para agadecer às professoras das bancas (Salete Cordeiro, Joseilda 'Sule' Sampaio e Marildes Caldeira), pelas leituras atentas e pelas gentis considerações em busca da melhoria dos trabalhos.

Em breve pretendo divulgar o link onde cada um poderá acessar o arquivo das monografias, mas por enquanto seguem os títulos das mesas:
- Apropriação das tecnologias da informação e comunicação no fazer docente, por Carla Claudia de Santana Santana
- A escola como espaço de formação continuada de professores: equacionando as demandas formativas em tecnologias da informação e comunicação, por Fátima Falci Ferreira
- O educador e a formação continuada em serviço: formando-se para o uso das tecnologias da informação e comunicação, por Lusiane Carvalho da Silva
- Necessidades formativas dos professores e sua relação ao uso das TIC: um estudo de caso com professores de uma escola municipal de Salvador/BA, por Manuela Santana dos Santos
- Blogs: fomento à produção textual em salas de aula do ensino fundamental, por Patrícia Michele Muniz Vilas Boas

Espero que, mais do que o fim de mais um ciclo da vida, este momento seja o reinício de tantos outros, tão mais promissores!

terça-feira, dezembro 28, 2010

espaços para criação e disponibilização de livros digitais

Notar demandas e buscar soluções é, ao mesmo tempo, um trabalho instigante e desafiador.
Um dia desses, um colega professor de Química, relatou-me o seu desejo de que seus alunos produzissem objetos de aprendizagem. Acho que não é o caso de padrões como Rived, Cesta ou Labvirt. Deveria ser uma coisa leve de ser feita, pois se tratavam de alunos que se aproximavam das tecnologias.
Histórias em quadrinhos nos pareceram boas alternativas, pois atingiam o objetivo (apropriação dos conteúdos), dentro das possibilidades, de uma forma que os cursistas (professores em formação inicial) também pudessem utilizar com seus alunos.
Mas ainda não estávamos confortáveis com o resultado. Depois de muito bater a cachola, optamos por trabalhar com os desenhos sim (digitais, feitos diretamente no computador, ou mesmo aqueles coloridos no papel e fotografados...), mas agrupados em videozinhos, utilizando o software livre OpenShot, um editor não linear que permite criar, com extrema facilidade, vídeos agregando fotos, áudios e pequenos vídeos, sendo que trabalha com a maior parte dos formatos e extensões. [em outra hora conto no que deu isso...]
E a história em quadrinhos, se perdeu? não...
Aí é que entra a ajudinha de alguns colegas da blogosfera. Em outro dia, a professora Marcilene explicitou uma dúvida que me mostrou algumas luzes para esta questão. A professora de Biologia da escola estava fazendo um catálogo de plantas e procurava um lugar para produzir e publicar um livro digital, de preferência agregado a um blog.
Eureca! a história em quadrinhos poderia virar livro!
será que dá certo?

bom, tomo a liberdade de sistematizar aqui as sugestões que os colegas blogueiros repassaram. Desde já agradeço a todos que contribuiram!
Estou experienciando um e outro e prometo trazer aqui o que tenho encontrado.

Wobook: http://www.wobook.com
A professora Fátima produziu alguns livros com alunos e professores de Língua Portuguesa: http://blogdopar.blogspot.com

Bookess. http://www.bookess.com/


Tikatok - http://beta.tikatok.net/
Ao realizar o cadastro gratuito no Tikatoki podemos apenas ler as histórias disponíveis no portal ou escrever nossas próprias histórias, armazenar ilustrações, utilizar as ilustrações oferecidas pelo site e publicar os trabalhos. Também é possível convidar e adicionar amigos ao nosso perfil, como num site de relacionamentos, sendo possível formar clubes (comunidades) de acordo com preferências e assuntos de interesse.

Zooburst - http://www.zooburst.com/
ZooBurst é uma ferramenta de narrativa digital que permite a qualquer pessoa criar facilmente seus próprios ou seus 3D pop-up livros.

Storyjumper - http://www.storyjumper.com/ - é um recurso para crianças elaborarem seus próprios livros. Com ele é possível a criar a capa, adicionar o texto, ilustrar a história usando desenhos e imagens feitas por elas ou as do clipart disponível na ferramenta. Depois de cadastrada, a criança deve escolher o tema de sua história - que, no final das contas, pouco vai importar porque é possível modificar todo ele! - e a partir do esboço do livro, se edita os textos, as imagens, tipos e cores das letras. Depois de prontos, é possível solicitar a impressão dos livros.

Storybird - http://storybird.com/ - possibilita a criação de histórias digitais. É possível ler as histórias publicadas. É um recurso super simples, basta fazer um cadastro e começar a criar. Há muitos temas disponíveis e uma imagem mais linda que a outra.

Issuu.com
O site Issuu.com permite criar livros/revistas virtuais a partir de qualquer documento em PDF (limitado em 100 MB/500 páginas)de forma rápida e intuitiva.

O http://www.ck12.org/flexr/ trabalha com a noção de Flex book, isso é, a
criação de livros flexíveis, permitindo que sejam agregados novos capítulos
posteriormente, ou que os interessados reúnam numa nova versão somente as
partes que vão atender ao seu grupo naquele projeto especificamente.
Isso demanda que quem constrói seu livro lá esteja disposto a adotar uma
licença que permita o compartilhamento e, de preferência, a reutilização
e/ou remixagem.
O Connexions http://cnx.org/ propõe um processo de produção de módulos de
conteúdo, a serem agregados posteriormente ou reagrupados de acordo com
outras lógicas de uso de cada curso.

Estes últimos me pareceram especialmente interessantes, pela proposta de licenças que permitem a remixagem e a reconstrução dos produtos.
Vou experimentar um pouquinho e prometo trazer novos passos destas inquietações!

sexta-feira, dezembro 10, 2010

a palavra é o domínio sobre o mundo

Hoje eu vi uma twittada de SoniaBertocchi que me deixou intrigada

Na verdade eu já havia visto esta frase em outras vezes, mas, como nosso olhar é construído pelas nossas vivências, hoje me chamou mais a atenção.

Minha liberdade é escrever. A palavra é o meu domínio sobre o mundo ~ Clarice Lispector


Seria correto, então, afirmar que nossa atuação no mundo depende das coisas que conhecemos?
Me parece que não é uma relação linear entre número de coisas que "dominamos" ou que conhecemos e nosso poder sobre o mundo. Apesar disso, também me parece verdadeira a relação de que quanto menos eu sei, mais fácil será para outros sujeitos me dominarem.
Ao mesmo tempo, venho argumentando que a construção de conteúdos digitais, pela forma com que os sujeitos se aproximam das situações e dos conceitos, contribuem para a promoção dos conhecimentos dos sujeitos. A busca pelos conceitos científicos, o conhecimento da situação e a familiaridade com as tecnologias seriam condições necessárias que o sujeito fosse se aproximando ao construir seus conteúdos digitais. E daí minha inquietação: seria correto afirmar que, se os sujeitos tem acesso livre à informação e aos meios de produção, tendo a possibilidade de escrever e editar (criar informações novas), eles teriam maior domínio sobre o mundo?

Não concordo de todo com isso (mas em algumas partes sim), mas gostaria de ver o que os leitores pensam...

quarta-feira, dezembro 01, 2010

ética em pesquisa é tema de evento

divulgando

Mini Curso "Ética em Pesquisa Humanas e Saúde"


http://www.fapesb.ba.gov.br/?event=30



Tópicos
Ética e Pesquisa; As pesquisas da área das Ciências Sociais no Campo da Saúde; A Resolução 196/96 - pequeno histórico e análise do texto; As dificuldades de aprovação de alguns tipos de pesquisa (qualitativas e com populações consideradas vulneráveis); Os cuidados com a redação do Termo de Consentimento.

Profa Dra Maria Helena Villas Boas Concone - PUC-SP
Dias 06 e 07 de dezembro de 2010.08.00 – 12h 14h-18h
Auditório do CRH, Campus São Lázaro UFBA
Inscrições Gratuitas no Local
Informações Tel. 71 3283.6446
Realização PPG Ciências Sociais UFBA
Apoio CRH SESAB Editora UFBA

sexta-feira, novembro 19, 2010

professor hacker?

Hoje, lendo alguns blogs de alunas, fui provocada em particular pelos escritos de Ilnara, quando fala sobre ética hacker.
Hacker, para muitos, é um sujeito nerd que se isola do mundo em frente de um computador, estudando formas de invadir sistemas, roubar senhas, fazer ações ilícitas na internet...
Mas, na verdade, o hacker é aquele que se envolve apaixonadamente com algum tema, se interessa, busca conhecer. Para isso, ter acesso às informações e aos códigos passa a ser um pré-requisito. Construir novos conhecimentos ou produtos relacionados ao tema passa a ser uma consequência deste envolvimento apaixonado.
Isso vale não apenas para softwares... (embora neste caso tenhamos bons exemplos!)
Pensando assim, será que podemos considerar o professor como um hacker?

sexta-feira, outubro 29, 2010

Um jeito hacker de ser

Ética Hacker, depois de ser tema de evento, continua reverberando nas mais diversas mídias.
No último 25/10, no Jornal ATarde, foi publicada a matéria de Nelson Pretto, que fala um pouco deste "um jeito hacker de ser".
NP, como não poderia deixar de ser, enfatiza que, ao contrário de um nerd que "invade os computadores para roubar senhas, dinheiro ou realizar operações fraudulentas", os hackers contribuem para uma cultura da "socialização dos bens culturais e científicos a partir do livre acesso ao conhecimento". Ressalta que, apesar dos esforços notados no Brasil para a disseminação de uma internet de qualidade e acessível para todos e de programas de incentivo ao acesso aos computadores, deve-se ir além, "porque não podemos pensar na utilização dessas redes simplesmente com o objetivo de transformar cada cidadão em apenas mais um mero consumidor, seja de produtos ou de informações".
Para além do mero consumo irrefletido, demonstra o desejo de formação de "uma nova cultura que se estabelece a partir da forma de trabalhar dessa turma [os hackers], tendo a paixão, o trabalho solidário e colaborativo como elementos socialmente necessários para a construção de um mundo sustentável".
Ao exemplo de grupos de hackers que trabalham coletivamente no desenvolvimento de bens comuns, como é o caso do movimento software livre, pode-se reafirmar a ideia do "rossio não rival"*, pois, ao contrário de bens materiais que se exaurem ao consumo, o conhecimento é tanto mais estimulado quanto mais divulgado, trocado, reapropriado, reconstruído, significado e sentido, em vias de mão dupla na rede.**.
Assim, ética hacker não é papo daqules péssimos informatas que roubam senhas, mas é uma postura frente à sociedade e seus processos, "constitui-se uma atitude política de inserção social nessa rede".

Você pode ler o artigo completo aqui ou baixar o pdf


*Ver texto com mesmo nome no livro Além das redes

** quanto a isto não posso deixar de fazer um link com um livro que li a pouco tempo, O culto do amador, de Andrew Keen, que faz ferrenhas críticas à inserção dos sujeitos, com a web2.0, no contexto de produção de conteúdos (blogs, vídeos, podcasts...). Segundo ele, isto só fez com que se perdesse tempo nas buscas na web, para distinguir o que era "verdade" e produto informacional e cultural "válido", do que era futilidade, frívolo e "sem autoria", pois, para ele, quem garante que quem está escrevendo é o verdadeiro autor ou um macaco, ou ainda um bando de pinguins? (!!!) Enfim, este autor, que foi uma febre de vendas desde o último ano, não consegue enxergar toda a potencialidade deste jeito de ser que NP desenvolve no texto que trago acima, deste conjunto de valores defendidos pelo movimento ativista da ética hacker... mas para comentar melhor isso, devo publicar novos posts, pois são muitas as alfinetadas que o autor traz para comentar em aglumas poucas linhas...

quinta-feira, outubro 28, 2010

Desafios na formação dos professores

Junto de uma matéria da revista Nova Escola (Ed.231), encontramos este vídeo com uma entrevista com Bernardete Gatti. Ela aponta alguns grandes desafios para a formação de professores, muito deles já bastante debatidos pelos profissionais da área, tais como:
- o sentido sóciocultural dos conhecimentos - muitas vezes os professores não sabem qual o sentido social do que ensinam (para que o aluno deveria estudar determinado tema). Alguns professores acham até inútil o que ensinam...
- perfil professor - os licenciandos , pelo seu pouco contato com a atividade docente, não tem uma identidade docente formada ao concluir o curso
- formadores de formadores - qual é a formação e experiência da docência dos profissionais que trabalham na formação de professores? Alguns tem formação em educação, mas nunca entraram em uma sala de aula. Outros sequer tem formação em educação, o que acontece muito nas "áreas duras", onde prevalece uma concepção de que, para atuar nas disciplinas "pedagógicas", qualquer licenciado tem condições, mesmo que com doutorado em Botânica ou qualquer outra área, às vezes prevalecendo aos de menor titulação mas com formação mais próxima da educação
- áreas de conteúdo - o conhecimento não se forma na costumeira fragmentação das instituições, centradas em disciplinas. Mas, se o professor é formado, em toda sua formação, em disciplinas fragmentadas, como promover essas integrações? Por outro lado, os formadores das universidades pregam a integração, enquanto não conseguem fazer a universidade conversar com as escolas...
- carreira atrativa - nem precisa falar... salário, progressão, condições de trabalho... além disso, temos uma desvalorização social da categoria
- módulos - trabalhar com um grupo fixo de professores é muito mais fácil para planejar junto do que com professores que são alocados em escolas ao gosto dos profissionais da secretaria de educação.
- currículo - o que e como ensinar? como e o que deve acontecer na escola? será que isso é realmente refletido nas escolas?
- insumos para o trabalho - "o material para trabalho, muitas vezes, é jogado para a escola". O desenvolvimento dos materiais didáticos é desenvolvido longe do contexto da escola. O professor não tem formação. Há uma sobrecarga no professor, responsável pela solução dos problemas da sociedade! (...) Mas o que tem sido feito para modificar isso?

Algo semelhante também é descorrido, com uma profundidade muito maior, na obra Professores do brasil: impasses e desafios

Vale a pena ver os vídeos:



quarta-feira, outubro 06, 2010

a colaboração faz coisas surpreendentes!

De 18 a 19 de outubro, por ocasião da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, a Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia, através do Grupo de Pesquisa Educação, Comunicação e Tecnologias (GEC), promoverá o evento Ética Hacker, um evento multimídia integrado que mobilizará as comunidades em debates sobre as questões da Ética Hacker, Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia na sociedade contemporânea.
Participarão do evento convidados que vem desenvolvendo trabalhos interessantes sobre a temática, como Sérgio Amadeu da Silveira, Sérgio Amaral, Alexandre Oliva, Gilberto Monte, Andre Stangl, Cláudio Manoel Duarte, Lúciano Matos, Mário Sartorello, além de Nelson De Luca Pretto, que coordena o evento.
Já estão sendo produzidos e veiculados programas de rádio e tv, que podem ser vistos na página do evento(www.eticahacker.faced.ufba.br), além da TVE, da Rádio Educadora e da RádioFacedWeb. Presencialmente, o evento acontecerá nos dias 18 e 19 de outubro, na Faculdade de Educação da UFBA, mas também será transmitido, reverberando para além do espaço e do tempo do aqui e agora.

Vale a pena conferir!


terça-feira, outubro 05, 2010

posso copiar?

Há algum tempo falamos aqui em direitos autorais e o que isto representa para a produção e veiculação/difusão de informação e produtos culturais. Hoje eu estava passeando pelo blog de Vicente Aguiar, um dos membros da Colivre, com discussões bem ativas sobre economia solidária. No blog dele encontrei esta tirinha do Nerdson e, por achar extremamente pertinente para quem transita por aqui, resolvi replicar:
[se estiver com dificuldad em ver, clique na imagem para ir ao site do nerdoson, onde vc vai ver esta e muitas outras tirinhas legais]

sexta-feira, setembro 17, 2010

vamos mudar o mundo!

um pouco sobre coisas pitorescas que encontramos por aí

essa imagem é uma foto de um adesivo grudado na porta de um grupo de pesquisa que eu estava outro dia. Na foto não dá para ver direito, mas embaixo da frase "adoraria mudar o mundo, mas não me deram o código fonte", alguém escreveu o seguinte: "vamos hackear!"

hackerar? ou crackear?

pensemos juntos: o sujeito invadiria os sistemas de código fechado (no caso, o mundo0 para roubar as ideias? então seria um cracker...
mas se o sujeito está incentivando que que os códigos fiquem abertos e que todos se apropriem disso, no sentido de criar esta cultura de disponibilizar e entender o que existe, então está certo mesmo: vamos hackear!

quarta-feira, agosto 18, 2010

compartilhamento de arquivos é mais do que comer de graça

O que você acha daquela chamada no início de alguns filmes: "quem apoia a piratria financia a violência"?
Me parece que, colocada desta forma, a afirmação tira o foco da questão principal.
Será que não precisamos repensar a produção e o compartilhamento de informação e de "produtos" culturais?

E o que isto tem a ver com a educação? Tudo! Desejo muito que todos tenham acesso às formas de produção, se apropriem das informações e lhes seja possibilitado que se expressem de forma crítica a todos, passando pelo livre diálogo e pelo compartilhamento de arquivos.

Sim, existem muitas questões trabalhistas e de diversas outras esferas envolvidas, mas que também estão envolvidas em outras situações que passam muito longe desta seara. A questão não é esta.
Também nunca vou afirmar que uma pessoa ou indústria não deve ser remunerada pelo que faz. Esta também não é a questão.
Igualmente, compartilho a indignação com o roubo da autoria. Mas também não é esta a questão, afinal, o copyright, na maioria das vezes, protege o direito de vários outros antes do próprio autor.

A questão é que precisamos discutir melhor as formas de produção, a propriedade intelectual, o compartilhamento de arquivos e o acesso a estes. Isto é questão de cultura [de política pública, de educação, de direito, de ações de mercado...]! Desejo que todos tenham acesso à grande mídia, mas não só a ela, nem que tomem ela como centro de informação inquestionável. O centro não tem como controlar a força dos compartilhadores! Compartilhamento de arquivos é mais do que um filminho legal de graça: este deve ser um direito de todos, um passo para a apropriação crítica e para a construção de uma sociedade mais justa, pautada nos interesses de todos, não apenas dos donos de grandes corporações que querem que todos acreditem que suas ações inescrupulosas são como "forças da natureza"(talvez como menção às leis de Darwin...)

O Baixa Cultura tem instigado questões como estas. Ali, vale a pena procurar o documentário "Roube este filme" (clicando na imagem abaixo tb vai p lá)

sábado, junho 26, 2010

conteúdos digitais: acesso ou processos criativos?

Em uma nova incursão sobre conteúdos digitais, encontrei este videozinho, em que Roberto Carneiro destaca o papel fundamental da educação na sociedade contemporânea, principalmente frente aos modelos econômicos emergentes. Neste contexto os conteúdos digitais teriam um papel imprescindível. Porém, para minha decepção (mas não espanto), ele coloca os conteúdos digitais como o mote para o acesso à informação, pois, segundo ele, "não faz sentido caminhar até a escola e ter aula em uma hora específica, isto não cabe na cabeça de ninguém".
Digo que esta afirmação me desaponta, mas não me espanta, levando em consideração o notório quadro referencial de onde o palestrante fala, colocando a escola como "indústria escolar, mas que agora não é mais indústria, é prestadora de serviços", e o aluno como "cliente". Outros conceitos também se fazem bem marcados em sua fala, e, neste contexto, eu até vejo de forma interessante os conteúdos como "facilitadores"(sic) do acesso à informação, afinal, esta é, inegavelmente, uma das partes de um processo. Porém, há um processo muito mais complexo, em que o digital possibilita muitos outros processos criativos , com todo o seu potencial para a edição, autoria e colaboração.

segunda-feira, maio 31, 2010

Educação do campo - biblioteca virtual

Dica valiosa para quem está estudando/trabalhando com a educação do campo:
Educação do campo - biblioteca virtual
Biblioteca organizada pelo professor ELIAS CANUTO BRANDÃO, para contribuir com pesquisas sobre EDUCAÇÃO DO CAMPO: assentamentos, escolas itinerantes, povos da floresta, quilombolas, faxinalenses, indígenas, escolas rurais, seringueiros...


Peninha, mas acompanhar é difícil, pois as entradas novas são integradas no texto antigo... as referências são organizadas em ordem alfabética, em uma únca postada, atualizada a cada vez que o autor encontra uma referência nova, quando a insere entre as antigas... hum, fiquei pensando o que poderia ser usado para melhorar isso...
buscar também poderia ser facilitado se fossem usadas tags
para os que estão na academia, seria interessante ter mais elementos da referência (como o local e editora de publicação, ou evento, e ano)

mas a lista é muito interessante!
vale a pena dar uma olhadinha e contribuir!