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terça-feira, dezembro 28, 2010

espaços para criação e disponibilização de livros digitais

Notar demandas e buscar soluções é, ao mesmo tempo, um trabalho instigante e desafiador.
Um dia desses, um colega professor de Química, relatou-me o seu desejo de que seus alunos produzissem objetos de aprendizagem. Acho que não é o caso de padrões como Rived, Cesta ou Labvirt. Deveria ser uma coisa leve de ser feita, pois se tratavam de alunos que se aproximavam das tecnologias.
Histórias em quadrinhos nos pareceram boas alternativas, pois atingiam o objetivo (apropriação dos conteúdos), dentro das possibilidades, de uma forma que os cursistas (professores em formação inicial) também pudessem utilizar com seus alunos.
Mas ainda não estávamos confortáveis com o resultado. Depois de muito bater a cachola, optamos por trabalhar com os desenhos sim (digitais, feitos diretamente no computador, ou mesmo aqueles coloridos no papel e fotografados...), mas agrupados em videozinhos, utilizando o software livre OpenShot, um editor não linear que permite criar, com extrema facilidade, vídeos agregando fotos, áudios e pequenos vídeos, sendo que trabalha com a maior parte dos formatos e extensões. [em outra hora conto no que deu isso...]
E a história em quadrinhos, se perdeu? não...
Aí é que entra a ajudinha de alguns colegas da blogosfera. Em outro dia, a professora Marcilene explicitou uma dúvida que me mostrou algumas luzes para esta questão. A professora de Biologia da escola estava fazendo um catálogo de plantas e procurava um lugar para produzir e publicar um livro digital, de preferência agregado a um blog.
Eureca! a história em quadrinhos poderia virar livro!
será que dá certo?

bom, tomo a liberdade de sistematizar aqui as sugestões que os colegas blogueiros repassaram. Desde já agradeço a todos que contribuiram!
Estou experienciando um e outro e prometo trazer aqui o que tenho encontrado.

Wobook: http://www.wobook.com
A professora Fátima produziu alguns livros com alunos e professores de Língua Portuguesa: http://blogdopar.blogspot.com

Bookess. http://www.bookess.com/


Tikatok - http://beta.tikatok.net/
Ao realizar o cadastro gratuito no Tikatoki podemos apenas ler as histórias disponíveis no portal ou escrever nossas próprias histórias, armazenar ilustrações, utilizar as ilustrações oferecidas pelo site e publicar os trabalhos. Também é possível convidar e adicionar amigos ao nosso perfil, como num site de relacionamentos, sendo possível formar clubes (comunidades) de acordo com preferências e assuntos de interesse.

Zooburst - http://www.zooburst.com/
ZooBurst é uma ferramenta de narrativa digital que permite a qualquer pessoa criar facilmente seus próprios ou seus 3D pop-up livros.

Storyjumper - http://www.storyjumper.com/ - é um recurso para crianças elaborarem seus próprios livros. Com ele é possível a criar a capa, adicionar o texto, ilustrar a história usando desenhos e imagens feitas por elas ou as do clipart disponível na ferramenta. Depois de cadastrada, a criança deve escolher o tema de sua história - que, no final das contas, pouco vai importar porque é possível modificar todo ele! - e a partir do esboço do livro, se edita os textos, as imagens, tipos e cores das letras. Depois de prontos, é possível solicitar a impressão dos livros.

Storybird - http://storybird.com/ - possibilita a criação de histórias digitais. É possível ler as histórias publicadas. É um recurso super simples, basta fazer um cadastro e começar a criar. Há muitos temas disponíveis e uma imagem mais linda que a outra.

Issuu.com
O site Issuu.com permite criar livros/revistas virtuais a partir de qualquer documento em PDF (limitado em 100 MB/500 páginas)de forma rápida e intuitiva.

O http://www.ck12.org/flexr/ trabalha com a noção de Flex book, isso é, a
criação de livros flexíveis, permitindo que sejam agregados novos capítulos
posteriormente, ou que os interessados reúnam numa nova versão somente as
partes que vão atender ao seu grupo naquele projeto especificamente.
Isso demanda que quem constrói seu livro lá esteja disposto a adotar uma
licença que permita o compartilhamento e, de preferência, a reutilização
e/ou remixagem.
O Connexions http://cnx.org/ propõe um processo de produção de módulos de
conteúdo, a serem agregados posteriormente ou reagrupados de acordo com
outras lógicas de uso de cada curso.

Estes últimos me pareceram especialmente interessantes, pela proposta de licenças que permitem a remixagem e a reconstrução dos produtos.
Vou experimentar um pouquinho e prometo trazer novos passos destas inquietações!

sexta-feira, dezembro 10, 2010

a palavra é o domínio sobre o mundo

Hoje eu vi uma twittada de SoniaBertocchi que me deixou intrigada

Na verdade eu já havia visto esta frase em outras vezes, mas, como nosso olhar é construído pelas nossas vivências, hoje me chamou mais a atenção.

Minha liberdade é escrever. A palavra é o meu domínio sobre o mundo ~ Clarice Lispector


Seria correto, então, afirmar que nossa atuação no mundo depende das coisas que conhecemos?
Me parece que não é uma relação linear entre número de coisas que "dominamos" ou que conhecemos e nosso poder sobre o mundo. Apesar disso, também me parece verdadeira a relação de que quanto menos eu sei, mais fácil será para outros sujeitos me dominarem.
Ao mesmo tempo, venho argumentando que a construção de conteúdos digitais, pela forma com que os sujeitos se aproximam das situações e dos conceitos, contribuem para a promoção dos conhecimentos dos sujeitos. A busca pelos conceitos científicos, o conhecimento da situação e a familiaridade com as tecnologias seriam condições necessárias que o sujeito fosse se aproximando ao construir seus conteúdos digitais. E daí minha inquietação: seria correto afirmar que, se os sujeitos tem acesso livre à informação e aos meios de produção, tendo a possibilidade de escrever e editar (criar informações novas), eles teriam maior domínio sobre o mundo?

Não concordo de todo com isso (mas em algumas partes sim), mas gostaria de ver o que os leitores pensam...

sexta-feira, novembro 19, 2010

professor hacker?

Hoje, lendo alguns blogs de alunas, fui provocada em particular pelos escritos de Ilnara, quando fala sobre ética hacker.
Hacker, para muitos, é um sujeito nerd que se isola do mundo em frente de um computador, estudando formas de invadir sistemas, roubar senhas, fazer ações ilícitas na internet...
Mas, na verdade, o hacker é aquele que se envolve apaixonadamente com algum tema, se interessa, busca conhecer. Para isso, ter acesso às informações e aos códigos passa a ser um pré-requisito. Construir novos conhecimentos ou produtos relacionados ao tema passa a ser uma consequência deste envolvimento apaixonado.
Isso vale não apenas para softwares... (embora neste caso tenhamos bons exemplos!)
Pensando assim, será que podemos considerar o professor como um hacker?

sexta-feira, outubro 29, 2010

Um jeito hacker de ser

Ética Hacker, depois de ser tema de evento, continua reverberando nas mais diversas mídias.
No último 25/10, no Jornal ATarde, foi publicada a matéria de Nelson Pretto, que fala um pouco deste "um jeito hacker de ser".
NP, como não poderia deixar de ser, enfatiza que, ao contrário de um nerd que "invade os computadores para roubar senhas, dinheiro ou realizar operações fraudulentas", os hackers contribuem para uma cultura da "socialização dos bens culturais e científicos a partir do livre acesso ao conhecimento". Ressalta que, apesar dos esforços notados no Brasil para a disseminação de uma internet de qualidade e acessível para todos e de programas de incentivo ao acesso aos computadores, deve-se ir além, "porque não podemos pensar na utilização dessas redes simplesmente com o objetivo de transformar cada cidadão em apenas mais um mero consumidor, seja de produtos ou de informações".
Para além do mero consumo irrefletido, demonstra o desejo de formação de "uma nova cultura que se estabelece a partir da forma de trabalhar dessa turma [os hackers], tendo a paixão, o trabalho solidário e colaborativo como elementos socialmente necessários para a construção de um mundo sustentável".
Ao exemplo de grupos de hackers que trabalham coletivamente no desenvolvimento de bens comuns, como é o caso do movimento software livre, pode-se reafirmar a ideia do "rossio não rival"*, pois, ao contrário de bens materiais que se exaurem ao consumo, o conhecimento é tanto mais estimulado quanto mais divulgado, trocado, reapropriado, reconstruído, significado e sentido, em vias de mão dupla na rede.**.
Assim, ética hacker não é papo daqules péssimos informatas que roubam senhas, mas é uma postura frente à sociedade e seus processos, "constitui-se uma atitude política de inserção social nessa rede".

Você pode ler o artigo completo aqui ou baixar o pdf


*Ver texto com mesmo nome no livro Além das redes

** quanto a isto não posso deixar de fazer um link com um livro que li a pouco tempo, O culto do amador, de Andrew Keen, que faz ferrenhas críticas à inserção dos sujeitos, com a web2.0, no contexto de produção de conteúdos (blogs, vídeos, podcasts...). Segundo ele, isto só fez com que se perdesse tempo nas buscas na web, para distinguir o que era "verdade" e produto informacional e cultural "válido", do que era futilidade, frívolo e "sem autoria", pois, para ele, quem garante que quem está escrevendo é o verdadeiro autor ou um macaco, ou ainda um bando de pinguins? (!!!) Enfim, este autor, que foi uma febre de vendas desde o último ano, não consegue enxergar toda a potencialidade deste jeito de ser que NP desenvolve no texto que trago acima, deste conjunto de valores defendidos pelo movimento ativista da ética hacker... mas para comentar melhor isso, devo publicar novos posts, pois são muitas as alfinetadas que o autor traz para comentar em aglumas poucas linhas...

sábado, junho 26, 2010

conteúdos digitais: acesso ou processos criativos?

Em uma nova incursão sobre conteúdos digitais, encontrei este videozinho, em que Roberto Carneiro destaca o papel fundamental da educação na sociedade contemporânea, principalmente frente aos modelos econômicos emergentes. Neste contexto os conteúdos digitais teriam um papel imprescindível. Porém, para minha decepção (mas não espanto), ele coloca os conteúdos digitais como o mote para o acesso à informação, pois, segundo ele, "não faz sentido caminhar até a escola e ter aula em uma hora específica, isto não cabe na cabeça de ninguém".
Digo que esta afirmação me desaponta, mas não me espanta, levando em consideração o notório quadro referencial de onde o palestrante fala, colocando a escola como "indústria escolar, mas que agora não é mais indústria, é prestadora de serviços", e o aluno como "cliente". Outros conceitos também se fazem bem marcados em sua fala, e, neste contexto, eu até vejo de forma interessante os conteúdos como "facilitadores"(sic) do acesso à informação, afinal, esta é, inegavelmente, uma das partes de um processo. Porém, há um processo muito mais complexo, em que o digital possibilita muitos outros processos criativos , com todo o seu potencial para a edição, autoria e colaboração.

quinta-feira, março 05, 2009

Para o dono do universo, Second Life é onde tudo é possíel!

Sim, Second Life, onde tudo é possível! é o título de uma palestra de Philip Rosedale, intitulado em uma matéria da revista Época do ano passado como "o dono no universo" (ou seria do metaverso?)
Ele enfatiza a aprendizagem pela manipulação, simulação e criação, além da importância da possibilidade da criação de coisas que não seriam possíveis no mundo real (imaginário?). Bom, lá vai mais uma questão para a pesquisa: qual o papel do imaginário na aprendizagem? ou, de que forma a criação de coisas, fenômenos e processos com outros limites, que dependem mais de sua criatividade do que propriamente da física ou da resistência dos materiais, interferem na aprendizagem das ciências? ou, o conteúdo digital passaria a ser o estímulo ao sujeito exercitar sua criatividade?

bom, por enquanto fica a indicação da palestra... e a promessa de que, em breve, trarei uma postagem sobre o metaverso como um espaço de laboratório!



(indicação de Carlos Santos, no blog na Praia)

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Entrevista com Alex Primo: nossos alunos tem um perfil diferente de anos atrás

No Blog de Alex Primo ou no próprio Jornal Zero Hora (que publicou a entrevista ontem, 12/02/09), pode-se ler a entrevista que reproduzo logo abaixo.
Apesar de Primo não ter dito isso, o jornal chegou a conclusão que nossos alunos não tem mas capacidade de concentração para sentar e ouvir.
Me parece que o que é posto em questão, no atual contexto, é o que se espera de uma aula: uma palestra? o despejo de um volume enorme de informação? se fosse isso, aí faria sentido esperar que o aluno ficasse horas sentado e ouvindo.
Mas, como vários autores já nos fizeram entender, o processo de aprendizagem é um processo ativo, sendo que para o qual o aluno deve ser considerado como um sujeito ativo. A aprendizagem, quando significativa, não é um processo passivo.
Me admira que, em tempos onde todos fazem várias coisas ao mesmo tempo, quando os fluxos (de informação, dos negócios, ...) são cada vez em maior volume e mais rápidos, quando dependemos mais do desenvolvimento tecnológico do que dos nossos próprios genes para nossa sobrevivência, quando o livre acesso a informação alavanca a produção descentralizada de produtos informacionais, me admira que um jornal conceituado como este ainda reproduza com espanto a afirmação: "alunos não querem sentar e ouvir"!!!

Neste quadro chegamos nos conteúdos, que refletem a concepção de educação que temos, o que acreditamos como o papel do professor, o que esperamos dos alunos. Mesmo os conteúdos digitais, ditos como "inovadores" nada acrescentam se reproduzirem o mesmo ensino tradicional, apenas conteudista, com o aluno simplesmente "olhando". Que tal tentarmos "vestir o conteúdo" e tentarmos criar condições para que nossos alunos (e nós) aprendam com prazer?
[se vc quiser ver um exemplo desse "vestir o conteúdo" veja a postagem de ontem sobre Darwin]




| 12/02/2009 | 02h37min

“O aluno não quer mais se sentar e ouvir”

Entrevista: Alex Primo, doutor em Informática na Educação

Professor do Programa de Pós-graduação em Comunicação e Informação da UFRGS, Alex Primo sustenta que o mundo digital deu origem a um novo padrão de estudante, acostumado ao uso da tecnologia. Para se adequar a esse perfil, escolas e educadores devem rever suas práticas. Confira trechos da entrevista a ZH:

Zero Hora – Qual principal o impacto das novas tecnologias na vida do estudante?

Alex Primo
– O acesso às informações. Antes, a educação era baseada no livro, e os livros eram prescritos pelos professores como a informação que devia ser estudada, onde estavam as respostas. Hoje, mesmo uma criança tem possibilidade de buscar as soluções na internet.

ZH – O que isso muda?

Primo
– Constrói na criança o espírito da investigação. Não é o professor que entrega uma resposta pré-definida. Ela vai atrás para construir suas respostas.

ZH – É um novo aluno?

Primo
– Sem dúvida. Antigamente, falava-se em ensinar. Hoje, é preciso ter preocupação maior com a educação, como um processo global para a aprendizagem e para a produção ativa. O aluno não quer mais se sentar e ouvir, porque ele está acostumado a produzir por meio das novas tecnologias.

ZH – Isso exige uma adaptação na maneira de dar aula?

Primo
– Demanda-se um maior dinamismo nas aulas e a valorização da expressão multimídia: usar fotos, sons, textos em blogs para os estudante poderem valorizar aquela linguagem que eles conhecem. Se não se fizer isso, fica um hiato muito grande entre linguagem do aluno e do professor.

ZH – Os jovens de hoje têm menor capacidade de concentração?

Primo
– Uma vez escutei que havia professores que ensinavam em blocos de 15 minutos e contavam uma piada, para seguir o ritmo da televisão. Agora, percebemos uma mudança, as pessoas se afastando da TV e indo para o computador, onde a dedicação é total. Ficam horas no computador. A diferença é que hoje se navega em muitas janelas ao mesmo tempo. O jovem conversa, navega, vê vídeos, tudo ao mesmo tempo. Então, é uma concentração fragmentada.

ZH – A internet estimula a cópia de trabalhos?

Primo
– O plágio, a cola da enciclopédia sempre existiu. Eu lembro de fazer isso quando criança, vários alunos copiavam informações das enciclopédias, o professor recebia muitas cópias e nem se dava conta. Não é um problema novo, da internet. O interessante é que o aluno comece a reconhecer a importância da consulta às fontes e de valorizar a autoria, não minimizar a importância da busca de informações e citações.


quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Depois de 200 anos, até Darwin foi para o Second Life!

No dia 09 passado, em mais um evento da Nature, um grupo de scientistas se reuniu na Elucian Island para discutir a evolução humana: é a seleção natural que tem "moldado" os humanos? se nossa sobrevivência hoje se dá muito mais pelas tecnologias do que propriamente pelos genes, qual a interferência da seleção natural sobre nós? quais as implicações para as gerações futuras levando em consideração nossos habitos de vida não tão saudáveis (sedentarismo, queda na taxa de natalidade, pais cada vez mais velhos, alimentação, agrotóxicos...)? o que vai acontecer no próximo milênio?

Auditório da Elucian, onde aconteceu o debate promovido pela Nature

Mas este não é apenas um assunto de uma nata acadêmica. Alunos da Universidade de Cincinnati recriaram a Ilha de Galápagos de onde qualquer avatar pode retraçar os passos de Darwin a bordo do Beagle na fiagem que fez em 1832 rumo a América dos Sul.
The virtual Galapagos Archipelago being re-created by the University of Cincinnati

Em entrevista para Educase, Chris Collins (Fleep Tuque) e Ronal Millard explicam que recriaram a ilha através de um mapa digital de elevação (DEM), e uma equipe trans-disciplinar pesquisou e está criando réplicas das espécies encontradas por Darwin na ilha, como esta iguana:
Model of a land iguana being created for the virtual Galapagos Islands
No artigo Kenneth Petren faz uma importante ressalva quanto ao conteúdo disponibilizado e as adequações necessárias:
"The landscape is a central part of the Galapagos experience, and it is difficult to convey the sense of scale with photos in a book or lecture. Instructors can use Second Life to nest core principals of science and engineering within their larger context, resulting in a great benefit for the students. It is simply much more exciting to explore and discover things, much like Darwin did during the voyage of the Beagle."


Qual importância de uma empreitada como essa? Os próprios autores respondem no artigo:
"Nothing can replace visiting the real Galapagos Islands, of course, but in avatar form, a visitor (faculty, student, or member of the public) can explore and much more easily visualize the relative scale of terrain and life forms and can witness the diversity of species first recorded and reported by Darwin. And through the collaborative tools of the Second Life platform, faculty can share research, create 3D models and data visualizations, and hold virtual seminars that can be attended by students and the public, even if they can’t visit the physical University of Cincinnati campus or the real Galapagos Islands."
[veja tb notícia na página da universidade, mostrando como os exemplares foram construídos]


É uma pena, mas ainda não está aberto ao público... Por enquanto podemos ver o Beagle e ler um pouco mais sobre o roteiro traçado por Darwin, na própria Elucian




passeio a partir da ilha Elucian, veja o detalhe do painel abaixo

ali é possível retraçar o caminho percorrido por Darwin, parada por parada (inclusive em Salvador)

vc tb pode vestir a mochila com os instrumentos de exploração, pegar a bússola (esquerda) e seguir as anotações do caderninho de Darwin (direita)

sexta-feira, janeiro 30, 2009

Objetos de Aprendizagem

Vale a pena conferir este comentário sobre os objetos de aprendizagem, no Boteco. Em um post posterior, ele reflete sobre o conceito de objetos (de aprendizagem ou educacionais?). Em ambos, ele questiona os objetivos e projetos (se é que existem em alguns...) que os tornem recusos digitais reutilizáveis em situações de aprendizagem.

segunda-feira, janeiro 26, 2009

virtual field trips

Em certas horas precisamos pedir um tempo para o mundo para focar em um único ponto. Um retiro, que nos amortece, embriaga e renova.
Pois bem, depois de quase uma semana sem postagens, por conta de uma profunda imersão em algo bem real (ou diria surreal? pois foram provas de concurso em que a dita "realidade" passou ao lado...), volto com o pique todo e algumas novidades.

Depois de conhecer a dissertação de José Artur Barroso Fernandes (Zé Artur), O Professor de Ciências e a Seleção de Conteúdos, tive a oportunidade, por indicação do mesmo, de conhecer um pouco mais sobre "virtual field trips":
"Virtual field trips as referred to in this paper, are computer-based simulations of a actual field trip, which allows the user to vicariously experience the environment of the intended location. They provide the teacher and learner the opportunity to explore aspects of an actual trip without leaving the classroom. They should include all elements of a well-designed fiel trip and provide the student with experiences that ar beyond tose that could be obtained from a pamphlet about or a phto displah of the location"*

Ou seja, os VFT são representações digitais alternativas da realidade (e não uma nova realidade criada no virtual)

Existem alguns artigos sobre o assunto, alguns repositórios (internet4classrooms, teacher tap) e livros:
VIRTUAL FIELD TRIPS IN THE CYBERAGE
A CONTENT MAPPING APPROACH
Conceito do Leitor: Seja o primeiro a opinar
Autor: MANDEL, SCOTT M.
Editora: SAGE-USA
Assunto:



mas ficaram algumas dúvidas:
- toda representação criada a partir da realidade não é uma nova realidade?



*Clark, Kenneth; Hosticka, Alice; Schriver, Martha; Bendell, Jackie. Computer Based Virtual Field Trips. In: ED-MEDIA 2002 World Conference on Educacional Multimedia, Hypermedia & Telcomunications. Proceedins (14th, Denver, Colorado, June 24-29, 2002)

segunda-feira, janeiro 12, 2009

@tic: Contenidos digitales, web 2.0 y licencias Creative Commons

Passeando pelo blog Vamos Blogar? encontrei a referência muito interessante desta revista:
@tic Revista d'Innovació Educativa de la Universitat de València, é dedicada a «Contenidos digitales, web 2.0 y licencias Creative Commons».

@tic. revista d'innovació educativa es una publicación electrónica de la Universitat de València disponible en acceso abierto y dedicada principalmente a las relaciones entre la innovación docente y las tecnologías de la información y la comunicación (TIC). @tic nace como evolución natural del refuerzo que la UV ha dado en los últimos años a la confluencia entre las TIC y la actividad docente en un momento en el que ésta se vuelve tan importante como la actividad investigadora.

A estrutura da revista é interessante:

  1. Artículos científicos.
  2. DocenTIC (selección de experiencias TIC).
  3. Evaluación de herramientas.
  4. Sala de lectura (reseñas).
  5. La Pérgola (aportaciones de estudiantes).
O primeiro número foi lançado em 22 de outubro de 2008. Neste número encontramos vários textos sobre desenvolvimento de soluções para cursos das "áreas duras" (Contabilidade, Matemática, Engenharia, Fisiologia...) em ead ou ferramentas digitais, além de relatos de casos da Universidade de Valência.
Ela está com fluxo de artigos para o próximo número aberto até 10 de abril de 2009.