quarta-feira, janeiro 25, 2006

Computadores na educação?

Agora que a história dos laptops por 100 dólares está a tona novamente, recuperei um artigo de mais tempo, que trata de uma questão que deve ser lembrada: e os professores?
se a discussão é sobre a inserção dos computadores na educação (pelos professores), então vale a pena dar uma olhadinha neste artigo

ressalvas:
* a criança não é tão encantada pelo computador porque alguém disse para ela que ela receberia um aumento no salário...
* o artigo derruba alguns dos mais comuns argumentos de "por que não usar o computador", mas talvez a questão seja exatamente o "usar" a "ferramenta": enquanto ele continuar sendo visto como uma "ferramenta para ser usada para o professor ser 'mais que ótimo'", a informática vai continuar sendo um "adendo" que "alguém" continua querendo "grudar" na educação que está aí, como se fosse um anexo...
* a última ressalva é sobre o q eu falei aí em cima(e q me toquei agora): os computadores não são "inseridos" na educação pelos professores: eles já fazem parte da vida e da educação (escolar ou não) de muitas crianças, só o professor (alguns) parece que não sabe...

No mais, adorei o artigo! Gostaria era saber a opinião sobre estes pontinhos...

5 comentários:

José Carlos Antonio disse...

Ola Adriane. Que bom que gostou do artigo. Sim, o computador já está presente na escola e na vida há um bom tempo, mas ainda temos professores que fingem não perceberem isso. As raqzões são muitas e nesse artigo eu procurei focar apenas algumas delas. Na mesma revista ZOOM (http://www.ciadaescola.com.br/zoom/), em edições anteriores, eu trato de algumas outras qeustões sobre o uso de computadores (os artigos estão na seção "informática e educação", que fica na parte de "Ciências", dê uma olhadinha quando puder). Abraços, Prof. JC.

Cristina Sleiman disse...

Oi Adriane,

Acabei de responder seu e-mail da lista dos blogs... sobre esse artigo.
Achei o maxímo.
Tb defendo que os computadores já fazem parte do nosso dia a dia. E aqueles que ainda não se familiarizaram acabaram sendo prejudicados, seja no trabalho ou no dia a dia, pois eles facilitam e muito nossa vida.
Em relação aos docentes, a questão não é se devemos utilizá-los, mas sim em como utilizálas não é mesmo?
É certo que podemos ensinar sem qualquer dessas tecnologias, mas se eslas estão à nosso dispor e podem nos ajudar, por que não utilizá-las?
Uma outra questão que considero importante e tenho tb presenciado é o medo dos professores em serem substituídos pelas máquinas... está tb é uma questão a ser trabalhada.
O professor tem seu papel garantido, ele é o mediador, sem ele as NTICs não tem tanto efeito.

Abs
Cristina Sleiman
http://360.yahoo.com/crissyntics

Adriane disse...

Segue a discussão que correu em uma lista...

Adriane escreveu(2º):
não tenho certeza disso
eu não acho que deva ter informática na escola pq ela está correndo atrás das pessoas e vai engolir quem não aprender alguma coisa sobre...
vivemos em um país com realidades muito diversas, onde a inclusão da "informática" (ou "infoinclusão", "inclusão digital", "netinclusão", ou seja lá o que for) apenas compõe um quadro muito complexo que parece que não está sendo levado em conta.
Faço aqui uma pergunta que me fizeram esta semana: para que incluir digitalmente?
Sei que se tentarmos resolver, antes, todos os problemas da escola, não vamos chegar a lugar algum (ou não sairemos de uma reunião administrativa, que é onde os problemas empacam primeiro), mas qual a repercussão social de um laptop para cada criança no sertão nordestino (onde falta água e eletricidade, onde até dinheiro de merenda é desviado...)? qual a repercussão social de destinar um laptop ultrapassado a milhares de crianças paulistanas que tem melhor em um telecentro? fico imaginando como as crianças aqui de salvador (que não levam celular com medo de ser assaltadas) iriam carregar um laptop...

pena que parece que o governo não está muito interessado em discutir isso
pena que muitos profissionais da educação vão ficar cegados com essa história de "posso ser substituído por uma máquina" (acho que isto só é possível se ele não pensar, então, não tem nada q ser professor) ou "por um técnico" (sim, tem professor q faz trabalho ruim e tem técnico q faz trabalho bom, assim como tem agrônomo que sabe/faz/ganha menos que técnico agrícola...), ou ainda com o deslumbramento de ter sua classe "ligada ao mundo"...

mas, por outro lado, acho bom, que, pelo menos, a comunidade educacional está refletindo e discutindo sobre políticas públicas...

Fátima Franco escreveu(1º):

Olá, Adriane e pessoal:
De outras vezes que discutimos a questão do laptop, acho que já expus minha opinião.Sou totalmente a favor, mesmo se ele vier com N problemas técnicos, etc.etc.

Isto vai fazer com que o professor acorde.Quando a gente começa o trabalho pelas crianças, o professor, mesmo o mais relutante, acaba indo atrás prá não ficar envergonhado.Já tive muitas experiências que demonstraram isto.Por isto, acho que não dá prá ficar esperando o professor querer trabalhar. O importante é que tenha alguém na escola que, oriente o trabalho.
Quanto ao professor ter medo de ser substituído pela máquina, se ele bobear vai mesmo.E os técnicos tomarão o seu lugar.Mas, também penso, que aquele professor que corre atrás, vai se dar muito bem.
Bjs
Fátima
http://lendohistorias.blogspot.com

Lary disse...

Olá Dri,

Falamos tanto em se utilizar o c como ferramenta ou não... mas na verdade qual a grande diferença??? Neste artigo tem uma parte que mostra que computador "deva"ser usada como ferramenta("É verdade que o professor sabe ensinar sem fazer uso dos computadores, da mesma forma que ele pode ensinar sem fazer uso de vídeos, retro-projetores, projetores de slides, livros e até mesmo sem os velhos giz e lousa. Mas a questão verdadeira não se resume em o que se pode fazer “sem os computadores” e sim no que se pode fazer “com os computadores”.

E ai????

Surgiu esta duvida cruel...

Carlos - Artigos: Educação e Informática disse...

Olá! Sugiro a leitura deste artigo: Informática: uma nova opção a Educação.

Carlos Duarte.